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Introdução aos Transtornos Invasivos do Desenvolvimento

O termo “distúrbios generalizados do desenvolvimento“, também chamado de TID, refere-se a um grupo de condições que envolvem atrasos no desenvolvimento de muitas habilidades básicas, principalmente a capacidade de socializar com os outros, de se comunicar e de usar a imaginação. As crianças com essas condições geralmente ficam confusas em seus pensamentos e geralmente têm problemas para entender o mundo ao seu redor.

Como essas condições geralmente são identificadas em crianças por volta dos 3 anos de idade – um período crítico no desenvolvimento da criança – elas são chamadas de distúrbios do desenvolvimento. Embora a condição comece muito antes dos 3 anos de idade, os pais geralmente não percebem um problema até que a criança não esteja andando, conversando ou se desenvolvendo, assim como outras crianças da mesma idade.

Transtorno Invasivo do Desenvolvimento

Que condições são consideradas distúrbios invasivos do desenvolvimento?

Existem cinco tipos de distúrbios generalizados do desenvolvimento:

Autismo: crianças com autismo têm problemas com interação social, fingir brincar e comunicação. Eles também têm uma gama limitada de atividades e interesses. Muitas (quase 75%) das crianças com autismo também apresentam algum grau de retardo mental. Psiquiatra DF

Síndrome de Asperger: assim como as crianças com autismo, as crianças com síndrome de Asperger têm dificuldade com a interação e a comunicação social e têm uma gama estreita de interesses. No entanto, crianças com Asperger têm inteligência média ou acima da média e desenvolvem-se normalmente nas áreas da linguagem e cognição (os processos mentais relacionados ao pensamento e ao aprendizado). As crianças com Asperger também costumam ter dificuldade em se concentrar e podem ter pouca coordenação.

Transtorno desintegrativo da infância: crianças com essa condição rara começam seu desenvolvimento normalmente em todas as áreas, físicas e mentais. Em algum momento, geralmente entre 2 e 10 anos de idade, uma criança com esta doença perde muitas das habilidades que desenvolveu. Além da perda de habilidades sociais e de linguagem, uma criança com distúrbio desintegrativo pode perder o controle de outras funções, incluindo o controle do intestino e da bexiga. Psiquiatra Taguatinga

Síndrome de Rett: crianças com esse distúrbio muito raro apresentam os sintomas associados a um TID e sofrem de problemas no desenvolvimento físico. Eles geralmente sofrem a perda de muitas habilidades motoras ou de movimento – como caminhar e usar as mãos – e desenvolvem uma coordenação deficiente. Essa condição foi associada a um defeito no cromossomo X, por isso quase sempre afeta as meninas.

Transtorno invasivo do desenvolvimento não especificado de outra forma (TID-SOE): Esta categoria é usada para se referir a crianças que têm problemas significativos com a comunicação e o brincar, e algumas dificuldades em interagir com outras pessoas, mas são sociais demais para serem consideradas autistas. Psiquiatra Brasilia

Quais são os sintomas dos transtornos invasivos do desenvolvimento?

O uso da palavra “difundida” para descrever essas doenças é um tanto enganador. A definição de difusão é “estar presente o tempo todo”, mas as crianças com TID geralmente não têm problemas em todas as áreas de funcionamento. Em vez disso, a maioria das crianças com TID possui áreas problemáticas específicas e geralmente funciona muito bem em outras áreas.

Crianças com TID, como o autismo, podem exibir uma ampla gama de sintomas que podem variar em gravidade, de leve a incapacitante. Eles também variam amplamente em suas habilidades, inteligência e comportamento individuais. Psicologa Brasilia

Os sintomas gerais que podem estar presentes em algum grau em uma criança com TID incluem:

  • Dificuldade na comunicação verbal, incluindo problemas no uso e no entendimento da linguagem;
  • Dificuldade na comunicação não verbal, como gestos e expressões faciais;
  • Dificuldade com a interação social, incluindo se relacionar com as pessoas e com os arredores;
  • Maneiras incomuns de brincar com brinquedos e outros objetos;
  • Dificuldade em se adaptar às mudanças no ambiente rotineiro ou familiar;
  • Movimentos corporais repetitivos ou padrões de comportamento, como bater as mãos, girar e bater a cabeça;
  • Alterando a resposta ao som. (A criança pode ser muito sensível a alguns ruídos e parecer não ouvir outros.);
  • Birras de temperamento;
  • Dificuldade em dormir;
  • Comportamento agressivo;
  • Medo ou ansiedade (nervosismo).

A articulação do quadril é definida pelo encontro da bacia/pelve por meio do osso chamado acetábulo, com a coxa através da cabeça do fêmur. Desta forma, se trata da ligação entre o tronco e os membros inferiores. O quadril é responsável por absorver e transmitir o peso corporal e os impactos advindos das atividades diárias. Por esta razão, bem como por englobar diversas estruturas ósseas, cartilaginosas, tendíneas, musculares e neuro vasculares, ele está associado a um grande número de lesões, sendo as mais comuns: Artrose, Osteonecrose, Fratura Luxação da Cabeça/Colo Femoral – Trocantericas, Fraturas Luxação da Pelve – Acetábulo, Tendinopatias – Bursites, Impacto Femoro Acetabular / Lesão Labral, Osteoporose. quadril

Lesões no Quadril

Artrose

Artrose ou osteoartrite é o desgaste e perda progressiva da cartilagem que reveste os componentes da articulação (acetábulo e cabeça femoral). Esse desgaste ocorre em função de alterações mecânicas decorrentes de deformidade local (sequela de traumas – fraturas – deformidades congênitas ou adquiridas ao longo da vida), alterações inflamatórias que lesam diretamente a cartilagem (artrite reumatoide, lúpus, dentre outros), desgaste natural associado ao uso (agravado pelo sobrepeso, atividades de alto impacto ao longo da vida). A perda da cartilagem leva ao aumento excessivo do atrito intra articular, associado à redução progressiva / bloqueio de alguns movimentos e dor severa, o que traz enorme limitação para realização de atividades cotidianas. Seu tratamento depende do grau de acometimento articular e intensidade dos sintomas/limitações, variando desde medicamentos sintomáticos, redução do peso corporal e atividades diárias, reabilitação e atividade física, até o tratamento cirúrgico (osteotomias ou artroplastia). Ortopedista Brasilia

Osteonecrose

Osteonecrose é a morte de células ósseas. Neste caso sendo mais comum acometer a cabeça femoral. Os mecanismos que levam à morte celular ainda são controversos, mas acredita-se haver um aumento de pressão local associado à redução do suprimento vascular. Diversas são as causas que podem causar osteonecrose: doenças inflamatórias, uso de medicamentos como corticoides – quimo e radio terapia, etilismo, tabagismo, uso de drogas, mergulho com uso de cilindro, dentre outros. Seu tratamento depende do local, extensão e grau de acometimento, e inclui medicamentos sintomáticos, restringir temporariamente a carga local com uso de muletas, reabilitação, chegando até ao tratamento cirúrgico com descompressão da área de osteonecrose, ou artroplastia de quadril nos casos mais avançados.

Fratura Luxação da Cabeça/Colo Femoral – Trocantéricas

As fraturas e/ou luxações que acometem a região proximal do fêmur são mais frequentes em adultos jovens, em decorrência de acidentes de alta energia (automobilísticos) e idosos após trauma de baixa energia (quedas da própria altura). Geralmente, o tratamento destas lesões é cirúrgico, e deve ser realizado o mais rápido possível, para melhor controle da dor e reduzir os riscos e complicações associados a esta lesão.

Fraturas Luxação da Pelve – Acetábulo

As fraturas e/ou luxações da pelve e acetábulo geralmente acometem adultos vítimas de acidentes de alta energia, estando, muitas vezes, associadas a outras lesões (neurológicas, tórax, abdominais ou pélvicas). O tratamento pode ser conservador: restrição de carga, repouso, analgesia, fisioterapia; ou cirúrgico – a depender da localização e padrão da fratura, bem como perfil do paciente. Entretanto a avaliação médica multidisciplinar é fundamental e urgente. Ortopedista Brasília

Tendinopatias – Bursites

Tendões são prolongamentos do ventre muscular, compostos por colágenos, que tem a função de se fixar ao osso para promover, juntamente com a contração muscular, o movimento de uma articulação/segmento do corpo. Já a bursa é um fino tecido que reveste proeminências ósseas, estando presente em grande número em todo corpo e que permite um melhor deslizamento muscular e tendíneo sobre o osso. Desta forma, tanto os tendões como as bursas estão sujeitos a processos inflamatórios, comumente associado ao excesso de tração local causado pela falta de alongamento ou aumento de atrito local decorrente de atividades de alto impacto e fraqueza muscular adjacente. A forma mais comum de tendinite e bursite no quadril acomete o trocanter (área lateral e mais proeminente da coxa), sendo o tendão glúteo médio e as bursas trocantéricas as estruturas geralmente inflamadas. Seu tratamento, via de regra é conservador, com medidas analgésicas e anti inflamatórias locais, medicamentos, reabilitação com ênfase para alongamento e fortalecimento. Há, ainda, a possibilidade de infiltração local com agentes anestésicos e anti inflamatórios. Casos isolado e e refratários ao tratamento conservador podem ser candidatos ao tratamento cirúrgico.

Impacto Femoro-Acetabular / Lesão Labral

O lábrum é uma estrutura fibroelástica de reveste toda a bora do acetábulo (como um toldo), e tem a função de vedar a articulação do quadril, melhora sua congruência, e contribui para a estabilidade local. Neste caso, pode haver impacto ou contusão entre o acetábulo e a região proximal do fêmur (geralmente colo femoral). Ele ocorre em decorrência de alguma alteração na forma ou orientação destas estruturas (aumento da cobertura acetabular ou proeminência óssea na região do fêmur proximal ou acetabular) ou movimentos extremos (abertura excessiva em bailarinos, por exemplo). Com isso, em determinadas posições da articulação, há o choque entre essas estruturas levando à contusão e lesão local. Este processo pode ser agravada com o passar do tempo, acometendo estruturas adjacentes – inclusive o lábrum, podendo levar à artrose do quadril. O tratamento do impacto femoro-acetabular associado ou não à lesão labral, como na maioria das lesões, depende do grau de acometimento, características e atividades realizadas pelo paciente, intensidade de sintomas. Inicialmente realiza-se reabilitação – fisioterapia associado a medidas analgésicas e anti inflamatórias, mudança de hábitos e atividades. Os casos refratários são candidatos ao tratamento cirúrgico – cirurgia aberta ou artroscopia. Ortopedista DF

Osteoporose

O osso é uma estrutura em constante mudança, havendo um processo contínuo de remodelamento com a retirada de células antigas e deposição de células jovens. Este ciclo deve ocorrer de forma equilibrada para garantir um adequado estoque ósseo. Quando há desbalanço entre a quantidade de osso removida e a depositada, instala-se um processo de enfraquecimento ósseo que leva, inicialmente à osteopenia (redução moderada da massa óssea), podendo chegar à osteoporose (redução acentuada da densidade óssea). Tanto a osteopenia quanto a osteoporose não causam dor ou qualquer sintoma. Todavia, elas levam a um maior risco de fraturas com traumas de baixa energia, especialmente do punho, coluna, quadril. Sendo assim, ela deve ser tratada com mudanças de hábitos, dieta, atividade física e medicação.