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A articulação do quadril é definida pelo encontro da bacia/pelve por meio do osso chamado acetábulo, com a coxa através da cabeça do fêmur. Desta forma, se trata da ligação entre o tronco e os membros inferiores. O quadril é responsável por absorver e transmitir o peso corporal e os impactos advindos das atividades diárias. Por esta razão, bem como por englobar diversas estruturas ósseas, cartilaginosas, tendíneas, musculares e neuro vasculares, ele está associado a um grande número de lesões, sendo as mais comuns: Artrose, Osteonecrose, Fratura Luxação da Cabeça/Colo Femoral – Trocantericas, Fraturas Luxação da Pelve – Acetábulo, Tendinopatias – Bursites, Impacto Femoro Acetabular / Lesão Labral, Osteoporose. quadril

Lesões no Quadril

Artrose

Artrose ou osteoartrite é o desgaste e perda progressiva da cartilagem que reveste os componentes da articulação (acetábulo e cabeça femoral). Esse desgaste ocorre em função de alterações mecânicas decorrentes de deformidade local (sequela de traumas – fraturas – deformidades congênitas ou adquiridas ao longo da vida), alterações inflamatórias que lesam diretamente a cartilagem (artrite reumatoide, lúpus, dentre outros), desgaste natural associado ao uso (agravado pelo sobrepeso, atividades de alto impacto ao longo da vida). A perda da cartilagem leva ao aumento excessivo do atrito intra articular, associado à redução progressiva / bloqueio de alguns movimentos e dor severa, o que traz enorme limitação para realização de atividades cotidianas. Seu tratamento depende do grau de acometimento articular e intensidade dos sintomas/limitações, variando desde medicamentos sintomáticos, redução do peso corporal e atividades diárias, reabilitação e atividade física, até o tratamento cirúrgico (osteotomias ou artroplastia). Ortopedista Brasilia

Osteonecrose

Osteonecrose é a morte de células ósseas. Neste caso sendo mais comum acometer a cabeça femoral. Os mecanismos que levam à morte celular ainda são controversos, mas acredita-se haver um aumento de pressão local associado à redução do suprimento vascular. Diversas são as causas que podem causar osteonecrose: doenças inflamatórias, uso de medicamentos como corticoides – quimo e radio terapia, etilismo, tabagismo, uso de drogas, mergulho com uso de cilindro, dentre outros. Seu tratamento depende do local, extensão e grau de acometimento, e inclui medicamentos sintomáticos, restringir temporariamente a carga local com uso de muletas, reabilitação, chegando até ao tratamento cirúrgico com descompressão da área de osteonecrose, ou artroplastia de quadril nos casos mais avançados.

Fratura Luxação da Cabeça/Colo Femoral – Trocantéricas

As fraturas e/ou luxações que acometem a região proximal do fêmur são mais frequentes em adultos jovens, em decorrência de acidentes de alta energia (automobilísticos) e idosos após trauma de baixa energia (quedas da própria altura). Geralmente, o tratamento destas lesões é cirúrgico, e deve ser realizado o mais rápido possível, para melhor controle da dor e reduzir os riscos e complicações associados a esta lesão.

Fraturas Luxação da Pelve – Acetábulo

As fraturas e/ou luxações da pelve e acetábulo geralmente acometem adultos vítimas de acidentes de alta energia, estando, muitas vezes, associadas a outras lesões (neurológicas, tórax, abdominais ou pélvicas). O tratamento pode ser conservador: restrição de carga, repouso, analgesia, fisioterapia; ou cirúrgico – a depender da localização e padrão da fratura, bem como perfil do paciente. Entretanto a avaliação médica multidisciplinar é fundamental e urgente. Ortopedista Brasília

Tendinopatias – Bursites

Tendões são prolongamentos do ventre muscular, compostos por colágenos, que tem a função de se fixar ao osso para promover, juntamente com a contração muscular, o movimento de uma articulação/segmento do corpo. Já a bursa é um fino tecido que reveste proeminências ósseas, estando presente em grande número em todo corpo e que permite um melhor deslizamento muscular e tendíneo sobre o osso. Desta forma, tanto os tendões como as bursas estão sujeitos a processos inflamatórios, comumente associado ao excesso de tração local causado pela falta de alongamento ou aumento de atrito local decorrente de atividades de alto impacto e fraqueza muscular adjacente. A forma mais comum de tendinite e bursite no quadril acomete o trocanter (área lateral e mais proeminente da coxa), sendo o tendão glúteo médio e as bursas trocantéricas as estruturas geralmente inflamadas. Seu tratamento, via de regra é conservador, com medidas analgésicas e anti inflamatórias locais, medicamentos, reabilitação com ênfase para alongamento e fortalecimento. Há, ainda, a possibilidade de infiltração local com agentes anestésicos e anti inflamatórios. Casos isolado e e refratários ao tratamento conservador podem ser candidatos ao tratamento cirúrgico.

Impacto Femoro-Acetabular / Lesão Labral

O lábrum é uma estrutura fibroelástica de reveste toda a bora do acetábulo (como um toldo), e tem a função de vedar a articulação do quadril, melhora sua congruência, e contribui para a estabilidade local. Neste caso, pode haver impacto ou contusão entre o acetábulo e a região proximal do fêmur (geralmente colo femoral). Ele ocorre em decorrência de alguma alteração na forma ou orientação destas estruturas (aumento da cobertura acetabular ou proeminência óssea na região do fêmur proximal ou acetabular) ou movimentos extremos (abertura excessiva em bailarinos, por exemplo). Com isso, em determinadas posições da articulação, há o choque entre essas estruturas levando à contusão e lesão local. Este processo pode ser agravada com o passar do tempo, acometendo estruturas adjacentes – inclusive o lábrum, podendo levar à artrose do quadril. O tratamento do impacto femoro-acetabular associado ou não à lesão labral, como na maioria das lesões, depende do grau de acometimento, características e atividades realizadas pelo paciente, intensidade de sintomas. Inicialmente realiza-se reabilitação – fisioterapia associado a medidas analgésicas e anti inflamatórias, mudança de hábitos e atividades. Os casos refratários são candidatos ao tratamento cirúrgico – cirurgia aberta ou artroscopia. Ortopedista DF

Osteoporose

O osso é uma estrutura em constante mudança, havendo um processo contínuo de remodelamento com a retirada de células antigas e deposição de células jovens. Este ciclo deve ocorrer de forma equilibrada para garantir um adequado estoque ósseo. Quando há desbalanço entre a quantidade de osso removida e a depositada, instala-se um processo de enfraquecimento ósseo que leva, inicialmente à osteopenia (redução moderada da massa óssea), podendo chegar à osteoporose (redução acentuada da densidade óssea). Tanto a osteopenia quanto a osteoporose não causam dor ou qualquer sintoma. Todavia, elas levam a um maior risco de fraturas com traumas de baixa energia, especialmente do punho, coluna, quadril. Sendo assim, ela deve ser tratada com mudanças de hábitos, dieta, atividade física e medicação.

Definição e fatos:

  • O ligamento cruzado anterior é um dos quatro ligamentos no joelho que fornece estabilização para a articulação do joelho;
  • Ligamento cruzado anterior rasgadas são uma lesão comum no joelho;
  • Uma ruptura ou entorse do ligamento cruzado anterior ocorre com uma mudança repentina de direção ou gira contra um joelho travado;
  • Um estalo, seguido de dor e inchaço do joelho, são os sintomas mais comuns de uma ruptura do ligamento cruzado anterior;
  • As mulheres são mais propensas a romper o ligamento cruzado anterior devido a diferenças na anatomia e na função muscular;
  • Os objetivos do tratamento são retornar o paciente ao seu nível de função pré-lesão. A cirurgia artroscópica pode ser necessária para reconstruir o ligamento rompido;
  • Pode levar de seis a nove meses para retornar à atividade normal após uma lesão no ligamento cruzado anterior.

ortopedista

Qual é a função da articulação do joelho?

O objetivo da articulação do joelho é dobrar e endireitar (flexionar e estender), permitindo que o corpo mude de posição. A capacidade de dobrar o joelho torna atividades como caminhar, correr, pular, ficar em pé e se sentar muito mais fácil e mais eficiente.

O osso da coxa (fêmur) e a canela (tíbia) encontram a rótula (patela) para formar a articulação do joelho. As extremidades arredondadas do fêmur, ou côndilos, alinham-se com as partes superiores planas da tíbia chamadas platôs. Existem várias estruturas que mantêm a articulação do joelho estável e permitem que os côndilos e os platôs mantenham sua relação anatômica, para que o joelho possa deslizar facilmente através de sua amplitude de movimento. O joelho é uma articulação da dobradiça, mas também ocorre alguma rotação quando se dobra e se endireita.

Existem quatro bandas grossas de tecido, chamadas ligamentos, que estabilizam o joelho e mantêm seu movimento em um plano.

  • O ligamento colateral medial (LMC) e o ligamento colateral lateral (LCL) estabilizam os lados do joelho, impedindo a flambagem lateral;
  • O ligamento cruzado anterior (LCA) e o ligamento cruzado posterior (PCL) formam um X no interior da articulação do joelho e impedem que o joelho deslize de trás para frente e de frente para trás, respectivamente.

Os principais músculos da coxa também atuam como estabilizadores: o quadríceps na frente da perna e os isquiotibiais nas costas. Ortopedista Brasília

Uma entorse ocorre quando um ligamento é lesionado e as fibras são esticadas ou rasgadas. Uma entorse de primeiro grau é um ligamento esticado, mas sem fibras rasgadas, enquanto uma entorse de segundo grau é um ligamento parcialmente rasgado. Uma entorse de terceiro grau é um ligamento completamente rasgado. Ortopedista Brasilia

O que é um ligamento cruzado anterior rasgado?

Um ligamento cruzado anterior (LCA) rasgado é uma entorse de segundo ou terceiro grau do ligamento cruzado anterior. O ligamento cruzado anterior surge da frente do côndilo femoral medial e passa pelo meio do joelho para se conectar entre os afloramentos ósseos (chamados de coluna da tíbia) que estão localizados entre os platôs da tíbia. É uma estrutura pequena, com menos de 1,5 cm de comprimento e 2,5 cm de largura. O ligamento cruzado anterior é vital para impedir que o fêmur deslize para trás na tíbia (ou, do outro ponto de vista, a tíbia deslize para frente sob o fêmur). O ligamento cruzado anterior também impede que o joelho gire, o movimento que ocorre quando o pé é plantado e a perna gira. Sem um ligamento cruzado anterior normal, o joelho fica instável e pode dobrar, especialmente quando a perna é plantada e são feitas tentativas para parar ou girar rapidamente.

Quais são os sintomas e sinais de uma lesão do ligamento cruzado anterior?

Com uma lesão aguda, o paciente geralmente descreve que ouviu um estalo alto e depois desenvolveu dor intensa no joelho. A dor torna muito difícil caminhar ou suportar peso. A articulação do joelho começará a inchar dentro de algumas horas por causa de um sangramento na articulação, dificultando o endireitamento do joelho.

Se não for tratado, o joelho se sentirá instável e o paciente poderá se queixar de dores e inchaços recorrentes e ceder, principalmente quando andar em terreno irregular ou subir ou descer degraus.

O que causa uma lesão do ligamento cruzado anterior em homens e mulheres?

A maioria das lesões do ligamento cruzado anterior ocorre devido a lesão, geralmente em um esporte ou atividade física. O ligamento fica esticado ou rasga quando o pé é firmemente plantado e o joelho trava e torce ou gira ao mesmo tempo. Isso geralmente ocorre no basquete, futebol, futebol e ginástica, onde uma mudança repentina de direção estressa e danifica o ligamento. Essas lesões geralmente não têm contato, ocorrem em baixa velocidade e ocorrem quando o corpo está desacelerando.

As lesões do ligamento cruzado anterior também podem ocorrer quando a tíbia é empurrada para a frente em relação ao fêmur. Esse é o mecanismo de lesão que ocorre devido a uma queda ao esquiar, de um golpe direto na frente do joelho (como no futebol) quando o pé é plantado no chão ou em um acidente de carro.